A Bíblia vem mantendo-se nos últimos anos na posição do livro mais comprado e lido em todo o mundo, apresentando traduções em pelo menos 2.539 idiomas, segundo as Sociedades Bíblicas Unidas (SBU).

Atualmente conta com mais de seis milhões de cópias vendidas em todo mundo, o que representa uma quantia sete vezes maior o número de cópias do segundo colocado em vendas, o Livro Vermelho – coletânea de pensamentos de Mao Tsé-Tung.

Este é um fato muito interessante, considerando que os primeiros exemplares surgiram em uma época muito anterior a atualidade, sendo o Antigo Testamento escrito entre 1.500 a.C e 450 a.C e o Novo Testamento entre 45 d.C e 90 d.C.

Sua configuração é feita através da junção de livros, os quais são divididos em capítulos e versículos, na intenção de facilitar a compreensão do leitor. As quantias em que estes livros aparecem varia a depender do testamento ao qual se refere, assim como frente ao uso de cada igreja em particular.

Livros e o seu tamanho

O meio mais utilizado para a definição do maior dos livros bíblicos é sem dúvida classificando-os pela quantia de capítulos, fazendo com que o maior destes seja definido por Salmos, dado que este apresenta um total de 150, sendo seguido de longe por Isaías, o qual conta com 66 capítulos ao total.

Entretanto, uma apuração correta frente ao tamanho dos livros envolve também a quantia de palavras, uma vez que o número de capítulos de um livro não necessariamente fica de acordo com sua extensão total.

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Quando posta em palavras, a bíblia passa a contar com Jeremias enquanto o maior livro, pois este apresenta 22.285 destas. Em segundo lugar encontra-se o livro de Gênesis com 20.722, somente então seguido de Salmos com 19.662 palavras.

Pelo contrário, quando se discute a respeito do menor dos livros bíblicos, a definição torna-se mais clara, sendo representado por João.

Diferente da questão envolta no maior livro, neste caso não há a necessidade de comparação, pois este se apresenta tão brevemente que não chega a conter capítulos, sendo formado por 13 versículos, os quais contam com um total de apenas 276 palavras.

Caso haja a necessidade de compreensão quanto ao testamento ao qual o livro pertence, o título de menor livro do Antigo Testamento pertence ao Livro de Obadias, dado que se configura com 21 versículos, estes formados de 55 palavras na versão online da bíblia.

Livros e o Antigo Testamento

O Antigo Testamento é o que mais apresenta variações em relação a quantia de livros, dado que é utilizado por uma variedade de diferentes de religiões, assim como de denominações cristãs distintas.

Quando se faz a leitura da bíblia através de um exemplar católico, por exemplo, encontramos um total de quarenta e seis livros, o que coloca este grupo em segundo quanto ao maior número. A religião que conta com mais livros em sua bíblia é a Igreja Ortodoxa, a qual possui em seus exemplares cinquenta e um.

Igrejas como a judaica e a protestante contam com um número menor, representando trinta e nove cada. Para estes grupos, os livros a mais das outras religiões são considerados apócrifos, portanto, não sendo considerados em seus estudos.

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Quando se diz que um texto é apócrifo, busca classifica-lo enquanto algo que foi produzido durante o início do cristianismo e os quais não foram reconhecidos como pertencentes aos textos originais pelo grupo ortodoxo.

Independente da quantia de livros, assim como da presença ou não dos textos apócrifos, na atualidade a versão mais utilizada é sem dúvidas a do povo católico. Esta bíblia conta com a subdivisão de seus livros em cinco ramificações de estudo, as quais se postulam do seguinte modo: 5 pentateucos, 16 históricos, 7 poéticos e sapienciais, 6 profetas e outros 12 também configurados como profetas.

Livros e o Novo Testamento

Os livros do Novo Testamento são divididos em vinte em sete, os quais foram escritos a partir uma média de 5000 textos manuscritos, sendo estes divididos em dois tipos distintos: bizantinos ou alexandrinos.

Deste total, 95% dos textos são configurados por bizantinos. Estes se configuram como artigos provindos do grego e que serviram de base para uma série de produções como, por exemplo, a Bíblia de Lutero e a Bíblia do King James. Este tipo de texto é também conhecido como Textus Receptus.

Entre os livros que compõe o Novo Testamento, apresentam-se três divisões frente seu conteúdo, facilitando a compreensão de seus estudos. São apresentados, portanto, do seguinte modo: 4 evangelhos, juntamente com o Atos dos Apóstolos; 13 epístolas de São Paulo; 7 epístolas católicas e apocalipse.

Curiosidades relacionadas aos livros bíblicos

Mesmo para quem realiza a leitura e estudo constante dos textos bíblicos pode ser interessante inteirar-se de alguns fatos os quais não são fáceis de captar com facilidade.

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Do mesmo modo que Salmos se classifica como o maior dos livros, quando verificado pela quantia de capítulos, ele também se apresenta como sendo o centro de toda a bíblia. O salmo 116 está centralizado, trazendo-nos os seguintes dizeres “É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem”.

Outro ponto curioso que permeia os textos bíblicos se dá pelo fato de que nos livros de Ester e Cantares de Salomão a palavra “Deus” não é citada nem mesmo uma única vez.

Além disso, um fato interessante é que embora existam diversas imagens que representam Jesus em momento algum na bíblia sua aparência é descrita. Considerando as escrituras, ele se pareceria com qualquer homem do Oriente Médio.

Na atualidade a imagem difundida mostra um homem loiro de olhos claros, o que se relaciona com a percepção europeia, local que se classificou durante séculos como centro do cristianismo.

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